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Resumo do Carrinho
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Como tirar suas medidas

Para tirar suas medidas corretamente você vai precisar somente de uma fita métrica, se quiser facilitar o processo use um espelho de corpo inteiro.

Utilize roupas justas ao corpo ou nenhuma roupa, evitando que o volume do tecido interfira nas medidas.

Tire suas medidas reais, sem apertar a fita métrica ao corpo, todas as medidas serão reduzidas na modelagem, que será feita de acordo com seu corpo. Caso faça isso, correrá o risco da peça ficar pequena e desconfortável.

Se ainda houver dúvidas ou insegurança, peça ajuda a um profissional experiente (costureira(o) ou modelista) ou entre em contato conosco, será um prazer poder ajudar!

Medidas Horizontais

  • 1 Circunferência busto (passando pelos mamilos)
  • 2 Circunferência tórax (logo abaixo dos seios)
  • 3 Circunferência cintura (parte mais estreita do tronco, geralmente dois dedos acima do umbigo)
  • 4 Circunferência flancos (altura em que termina o seu corset, ponto onde o osso da bacia está mais proeminente)
  • 5 Circunferência quadril (região mais saliente das nádegas)
  • 6 Distância entre mamilos (distância de um mamilo ao outro)

Medidas Verticais

  • 7 Distância entre tórax e cintura
  • 8 Distância entre cintura e flancos
  • 9 Distância entre cintura e quadril
  • 10 Distância entre mamilo e tórax (tirar essa medida acompanhando a curva do seio)
  • 11 Distância entre mamilo e cintura (medir do mamilo a linha da cintura, sem acompanhar a curva do seio)

Medidas Adicionais

Overbust com bojo ou bralets: Número do bojo de acordo com a numeração do soutien. Ex.: 40, 42, 44, 46, etc.

Para a confecção da modelagem perfeita da sua peça informe sua estatura.

Peças Ready To Wear (pronta entrega)

(medidas em centímetros)

Tam.BustoToraxCinturaFlancosManequim
PP76 a 8264 a 7058 a 6272 a 7634
P
82 a 8870 a 7662 a 6876 a 8236 e 38
M88 a 9476 a 8268 a 7682 a 8840 e 42
G94 a 10082 a 9076 a 8288 a 9644 e 46
GG100 a 10890 a 9882 a 9096 a 10248 e 50

*Obs.: Para peças em tamanhos especiais, contate-nos.

O Corset: Uma breve história.
Por Marília Jardim

Longe de ser uma novidade da nossa época, as lingeries modeladoras fazem parte da história das mulheres, tanto no Ocidente como no Oriente. Desde a antiguidade, assim como o desejo de modificar o formato natural do corpo, os primeiros cintos e faixas utilizados para esse fim datam de séculos antes de Cristo. O conceito é antigo, mas o termo "corset" apareceu apenas a partir do século XIX na França, onde se pronuncia "corsê", e na Inglaterra, "córset".

Foram estes os dois países que melhor aprimoraram as técnicas de modelagem e de confecção deste tipo de vestimenta, assim como foram responsáveis pela popularização tanto desta peça quanto do nome "corset". Seu sucesso foi tal que, até os dias de hoje, o termo é utilizado como nomeação inclusive para peças de outros períodos, como é o caso dos Stays ("suportes" ou "estais", em inglês) ou Corps à Baleine ("corpete de baleia", em francês) do século XVII e XVIII.

Os corsets, também chamados de espartilhos em português, eram utilizados para a correção da postura, suporte dos seios e, a partir do século XVII, para a redução da cintura. Eterno símbolo de distinção social e elegância, os corsets foram por um longo tempo exclusividade das damas da nobreza e aristocracia. Foi apenas com a revolução industrial, no século XIX, que a produção em massa tornou os corsets acessíveis também às mulheres da classe trabalhadora.

Criados como lingeries, a partir do século XX os corsets também passaram a ser usados como roupa exterior. A peça foi apropriada pelo movimento punk, no final dos anos 1970, tornou-se marca registrada do visual gótico dos anos 1980 e 1990 e, mais recentemente, passou a compor os looks retrô das pinups contemporâneas, cujo importante expoente é sem dúvida a atriz e dançarina Dita Von Teese, com a volta do burlesco e do cabaret à moda. Finalmente, não podemos esquecer da rainha do pop, Madonna, uma importante figura na popularização do corset na alta costura, e talvez a grande responsável pela quebra do mito do corset como opressão da sexualidade feminina.

Mas deixando a história de lado, como reconhecer e diferenciar um corset autêntico de outros tipos de corpete?

Um dos aspectos essenciais na confecção de um corset é certamente o material: diferente de outros tipos de cintas e corpetes, um corset não deve jamais possuir tecidos elásticos em sua composição. É extremamente importante, para garantir uma modelagem adequada, que um bom corset seja confeccionado com base em tecido plano - como a lonita ou outro tecido rígido de algodão - e preferencialmente em mais de uma camada. Isso garante que a peça não deforme mesmo após o uso repetitivo, assegurando sua durabilidade e qualidade.

O corset, diferente de outros corpetes, corselets e cintas, também será mais pesado e estruturado, devido ao uso de barabatanas metálicas - a alternativa contemporânea para as tradicionais barbatanas de baleia, utilizadas até o início do século XX. Quando utilizadas em número e localização corretos, elas garantem que a modelagem e sustentação do corset sejam eficientes ao reforçar as costuras, criando uma espécie de gaiola em volta do corpo, proporcionando a contenção e o contorno da silhueta, sem a perda do conforto e bem estar durante o uso.

Uma importante invenção do século XIX é o split busk, hoje em dia chamado apenas de busk: uma peça metálica que facilita o colocar e tirar do corset no corpo. Por ser uma peça durável e resistente, o busk é a alternativa ideal para o fechamento dos corsets, além de promover reforço adicional na parte frontal da peça – diferente de velcros, zíperes e colchetes, que não são materiais adequados para a confecção de corsets de boa qualidade. Pensando nisso, a D'Artemis Corsets desenvolveu um busk exclusivo, feito de aço inox e em design inovador que garante qualidade e a durabilidade aos nossos corsets.

Finalmente, um corset é uma peça constritiva: isso significa que ele serve para diminuir o tamanho do tronco e transformar a silhueta, especialmente na área da cintura. Para isso, é necessário que um corset seja fechado pelas costas, com cordões transpassados em ilhoses que garantem o ajuste firme e correto da peça no corpo. O corset será sempre menor que o corpo, assim como o seu molde será geralmente diferente do desenho natural do corpo. Isso é proposital: somente assim é possível modificar a silhueta durante seu uso, garantindo o contorno desejado e a elegância dessa peça apaixonante que é o corset.

O espartilho hoje vive seu momento de revival, aflorando o "poder" feminino, ousadia e sensualidade, além de pouco a pouco ganhar espaço na moda noiva e festas. Isto não quer dizer que o corset não possa ser usado também no dia a dia: independente da ocasião, o corset é a peça ideal para atrair curiosidade e admiração.

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